Acontece
Exportadores da RGInt de Uberlândia ampliaram vendas externas em 20,54% no 1ºS de 2026
por Henrique
Publicado: 01/09/2026 - 08:37
Última modificação: 01/09/2026 - 08:55
Publicado: 01/09/2026 - 08:37
Última modificação: 01/09/2026 - 08:55
No Boletim de Comércio Exterior da Região Geográfica Intermediária de Uberlândia (RGInt) do 1º semestre de 2026 (1ºS de 2026), verifica-se que os exportadores da Região receberam US$ 1,76 bilhão (R$ 9,02 bilhões) com as vendas externas nesse período, o que representou um aumento de 20,54%, em relação ao 1ºS de 2025. Estes valores corresponderam a 11,50% do PIB anual da RGInt. Para as quantidades exportadas (2,68 milhões de toneladas), essas foram 29,76% superiores às negociadas no primeiro semestre de 2025. Pelo Índice de preços calculado, o período foi de pequeno aumento dos preços desses produtos (+0,80%).
A dinâmica da taxa de câmbio (nominal) foi de valorização no 1º de 2026 – redução de 10,48% –, contribuindo negativamente com a receita em reais dos exportadores, e elevando o custo das mercadorias internas para os importadores estrangeiros.
O aumento das exportações da Região foi impulsionado, sobretudo, pela elevação das vendas dos exportadores de Uberlândia (taxa de variação de +77,21% e impacto de +23,31 p.p.), principalmente as relacionadas à Soja (taxa de variação de +88,25% e impacto de +21,27 p.p.). Essa dinâmica está relacionada ao aumento do preço médio dessa mercadoria nos mercados mundiais (+11,98%), e ao aumento das suas vendas em quantidade – de 1,32 milhão de toneladas para 1,98 milhão de toneladas no 1ºS de 2026 (+50,22%). Destaca-se que o aumento das vendas de Soja pelos exportadores da Região foi significativamente superior aos valores alcançados pelos exportadores do Brasil como um todo (+14,90%, em dólares, para esses).
O principal destino impulsionador desse aumento foi a China, adquirindo US$ 712,95 milhões em Soja da Região, correspondente a um aumento de 69,77% em relação ao 1ºS de 2025.
O período de análise foi marcado pela expansão da oferta de Soja no Brasil, nos EUA e no Mundo, além das condições favoráveis (hídricas e de temperatura) no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba na safra 2025/2026 (CONAB, 2026). Além disso, evidenciou-se uma dinâmica de aumento das importações, sobretudo da China, mas em ritmo inferior ao da produção. Por fim, os preços da soja foram impulsionados por essas questões e pelos riscos climáticos e cenário geopolítico, envolvendo conflitos armados (CEPEA, 2026).
Outra constatação interessante é a redução das exportações para os EUA, que diminuíram de US$ 104,31 milhões (1ºS de 2025) para US$ 76,81 milhões (1ºS de 2026), ou seja, apresentou uma queda de 26,36%. Essa redução possivelmente está atrelada às tarifas de importação impostas pelos EUA desde 2025. Os principais produtos afetados foram o Café (-64,03%) e a Carne Bovina Congelada (-25,33%). Por fim, esses produtos também exibiram queda para as quantidades vendidas totais da Região, ou seja, não foram redirecionados para outros destinos.
Quanto à estimação dos fluxos de água utilizados no processo produtivo (método da pegada hídrica), pode-se dizer que a Região Intermediária de Uberlândia exportou, no 1ºS de 2026, embutido nos produtos agrícolas vendidos ao exterior, um total de 2,00 bilhões de m3 de água. Desse total, a maior parte adveio da Soja, que representou 85,02% desse total, seguido do açúcar, com 9,41%, e do café, com 4,53% desse total.
Os resultados das importações da Região e outras informações relacionadas podem ser encontradas no Boletim completo, disponível aqui!
Boletim divulgado em 01/09/2026.
A dinâmica da taxa de câmbio (nominal) foi de valorização no 1º de 2026 – redução de 10,48% –, contribuindo negativamente com a receita em reais dos exportadores, e elevando o custo das mercadorias internas para os importadores estrangeiros.
O aumento das exportações da Região foi impulsionado, sobretudo, pela elevação das vendas dos exportadores de Uberlândia (taxa de variação de +77,21% e impacto de +23,31 p.p.), principalmente as relacionadas à Soja (taxa de variação de +88,25% e impacto de +21,27 p.p.). Essa dinâmica está relacionada ao aumento do preço médio dessa mercadoria nos mercados mundiais (+11,98%), e ao aumento das suas vendas em quantidade – de 1,32 milhão de toneladas para 1,98 milhão de toneladas no 1ºS de 2026 (+50,22%). Destaca-se que o aumento das vendas de Soja pelos exportadores da Região foi significativamente superior aos valores alcançados pelos exportadores do Brasil como um todo (+14,90%, em dólares, para esses).
O principal destino impulsionador desse aumento foi a China, adquirindo US$ 712,95 milhões em Soja da Região, correspondente a um aumento de 69,77% em relação ao 1ºS de 2025.
O período de análise foi marcado pela expansão da oferta de Soja no Brasil, nos EUA e no Mundo, além das condições favoráveis (hídricas e de temperatura) no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba na safra 2025/2026 (CONAB, 2026). Além disso, evidenciou-se uma dinâmica de aumento das importações, sobretudo da China, mas em ritmo inferior ao da produção. Por fim, os preços da soja foram impulsionados por essas questões e pelos riscos climáticos e cenário geopolítico, envolvendo conflitos armados (CEPEA, 2026).
Outra constatação interessante é a redução das exportações para os EUA, que diminuíram de US$ 104,31 milhões (1ºS de 2025) para US$ 76,81 milhões (1ºS de 2026), ou seja, apresentou uma queda de 26,36%. Essa redução possivelmente está atrelada às tarifas de importação impostas pelos EUA desde 2025. Os principais produtos afetados foram o Café (-64,03%) e a Carne Bovina Congelada (-25,33%). Por fim, esses produtos também exibiram queda para as quantidades vendidas totais da Região, ou seja, não foram redirecionados para outros destinos.
Quanto à estimação dos fluxos de água utilizados no processo produtivo (método da pegada hídrica), pode-se dizer que a Região Intermediária de Uberlândia exportou, no 1ºS de 2026, embutido nos produtos agrícolas vendidos ao exterior, um total de 2,00 bilhões de m3 de água. Desse total, a maior parte adveio da Soja, que representou 85,02% desse total, seguido do açúcar, com 9,41%, e do café, com 4,53% desse total.
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Boletim divulgado em 01/09/2026.
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Política de uso: A reprodução de textos, indicadores, dados e outros conteúdos publicados pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-sociais da Universidade Federal de Uberlândia (CEPES/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e/ou o CEPES/UFU.
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