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Exportadores da RGInt de Uberara ampliaram vendas externas em 8,54% no 1ºS de 2026

por Henrique
Publicado: 30/09/2026 - 11:28
Última modificação: 30/09/2026 - 11:31
No Boletim de Comércio Exterior da Região Geográfica Intermediária de Uberaba (RGInt) do 1º semestre de 2026 (1ºS de 2026), verifica-se que os exportadores da Região receberam US$ 2,11 bilhões (R$ 10,82 bilhões) com as vendas externas nesse período, o que representou um aumento de 8,54% em relação ao 1ºS de 2025 e valor recorde para o primeiro semestre. Estes valores corresponderam a 17,83% do PIB anual desta RGInt. Quanto às quantidades exportadas (1,69 milhão de toneladas), essas foram 12,09% superiores às negociadas no primeiro semestre de 2025. Pelo índice de preços calculado, o período foi de pequena redução dos preços desses produtos (-1,56%).

Comparativamente, as exportações do Brasil – para os mesmos 16 principais produtos exportados por esta RGInt – exibiram queda de 9,22% em valor e aumento de 4,39% em quantidade, evidenciando o melhor resultado relativo dos exportadores da Região. 

A dinâmica da taxa de câmbio (nominal) foi de valorização no 1ºS de 2026 – redução de 10,48% –, contribuindo negativamente para a receita em reais dos exportadores e elevando o custo das mercadorias internas para os importadores estrangeiros.

O aumento das exportações da Região foi impulsionado, sobretudo, pela elevação das vendas dos exportadores de Araxá (taxa de variação de +12,82%), principalmente as relacionadas a Ferro-Ligas (+16,78%). Também foram relevantes os aumentos das vendas por Planura (+316,91%) – principalmente de Soja (+316,91%) – e por Iturama (+32,26%) – em sua maioria de Açúcar (+68,01%) e Carne Bovina Congelada (+3,78%). 

O principal destino impulsionador desse aumento foi a China, que adquiriu US$ 913,84 milhões em produtos da RGInt de Uberaba, valor correspondente a um aumento de 14,16%. Essa taxa está associada, sobretudo, as vendas de Ferro-Ligas (+27,60%), Carne Bovina Congelada (+37,32%) e Soja (+16,49%) para esse país.  
O aumento da demanda chinesa está atrelado ao seu crescimento econômico, que foi de 4,7% nesse primeiro semestre de 2026 (NBSC, 2026), além da ampliação dos seus investimentos em tecnologias de energia renovável e em infraestrutura de eletrificação (Khadan e Temaj, 2025), que demandam muitos produtos da siderurgia, como o ferronióbio, usado principalmente como aditivo na fabricação de aços especiais.

O período de análise também foi marcado pela expansão da oferta de Soja no Brasil, nos EUA e no Mundo, além das condições favoráveis (hídricas e de temperatura) no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba na safra 2025/2026 (CONAB, 2026a). Adicionalmente, a dinâmica observada foi de aumento das importações, sobretudo das realizadas pela China, mas em ritmo inferior ao da produção global. Por fim, os preços da soja foram impulsionados por essas questões e, pelos riscos climáticos e cenário geopolítico, envolvendo conflitos armados (CEPEA, 2026).

Já as vendas de Açúcar – segundo principal produto exportado pela Região – apresentaram redução de 1,13%, sobretudo pela queda do seu preço (-20,39%), uma vez que em quantidade houve aumento das exportações (+24,19%). A redução das exportações em dólares de Açúcar não foi exclusiva da RGInt de Uberaba, sendo essa queda mais intensa para o Brasil como um todo (-25,18%), que também exibiu redução das vendas em quantidade (-4,56%). Essa dinâmica está associada à maior oferta mundial do adoçante, em virtude da recuperação das produções de Índia e Tailândia, o que fez aumentar a concorrência e reduzir os preços (USDA, 2026a). Por outro lado, a produção brasileira de Açúcar ficou estagnada na safra 2025/26, afetada pela diminuição da produtividade média, diante das condições climáticas desfavoráveis (CONAB, 2026b).

Em relação à estimação dos fluxos de água utilizados no processo produtivo (método da pegada hídrica), pode-se dizer que a Região Geográfica Intermediária de Uberaba exportou, no 1ºS de 2026, um total de 2,09 bilhões de m3 de água, embutidos nos produtos agrícolas vendidos ao exterior. Desse total, a maior parte adveio do Açúcar, que representa 79,71% desse total, seguida da Soja, com 20,01%.
 
Os resultados das importações da Região e outras informações relacionadas podem ser encontradas no Boletim completo, disponível aqui!
 
Boletim divulgado em 30/09/2026.
 

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