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Exportadores da RGInt de Patos de Minas ampliaram vendas externas em 27,75% no 1ºS de 2026

por Henrique
Publicado: 04/11/2026 - 08:55
Última modificação: 04/11/2026 - 09:11

No Boletim de Comércio Exterior da Região Geográfica Intermediária de Patos de Minas (RGInt) do 1º semestre de 2026 (1ºS de 2026), verifica-se que os exportadores da Região receberam US$ 2,08 bilhões (R$ 10,67 bilhões) com as vendas externas nesse período, o que representou um aumento de 27,75%, em relação ao 1ºS de 2025. Estes valores corresponderam a 23,42% do PIB anual da RGInt. Quanto às quantidades exportadas (664,20 mil de toneladas), essas foram 2,97% superiores às negociadas no primeiro semestre de 2025. Pelo Índice de preços calculado o período foi marcado por significativo aumento dos preços desses produtos (+38,90%).


A dinâmica da taxa de câmbio (nominal) foi de valorização no 1ºS de 2026 – redução de 10,48% da relação Real/Dólar –, contribuindo negativamente com a receita em reais dos exportadores e, elevando o custo das mercadorias internas para os importadores estrangeiros. Quanto à taxa de câmbio real efetiva, que também leva em conta a variação relativa dos preços internos em relação aos externos, o movimento foi similar, mas com valorização de 3,28%. 


O aumento das exportações da Região foi impulsionado, sobretudo, pela elevação das vendas dos exportadores de Paracatu (taxa de variação de +51,50%), principalmente as relacionadas ao Ouro (+52,62%). Essa dinâmica está relacionada ao aumento do preço médio dessa mercadoria nos mercados mundiais (+52,51%), uma vez que as vendas em quantidade (12,65 Kg) apresentaram redução (-2,31%). Os principais destinos impulsionadores desse aumento foram Suíça e Canadá, com aumentos de 113,47% e 20,08%, respectivamente, em relação ao 1ºS de 2025.


A valorização desse metal é uma tendência observada nos últimos anos. Como o Ouro representa uma reserva de valor, essa mercadoria tende a ser mais demandada em momentos de incerteza, como o que vem ocorrendo. Conflitos armados, instabilidade geopolítica e econômica, disputas comerciais e questionamentos sobre o dólar são alguns fatores que explicam esse movimento.  


As exportações de Café, por sua vez, exibiram queda de 11,13%, principalmente pela redução das vendas de Patrocínio (-21,00%), e para vários destinos. Esse movimento foi similar ao ocorrente no Brasil como um todo, que apresentou queda das vendas externas desse produto em valor (-17,10%) e quantidade (-16,50%).


Pelas estimativas do USDA (2026), a safra brasileira de Café 2025/26 apresentou queda na produção (-3,82%) – ano de bienalidade negativa –, enquanto a produção mundial (+1,14%) e do segundo maior exportador de café, o Vietnã (+9,31%), exibiram aumento. Pelas estimativas da Conab, a produção do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de MG exibiu queda de 10,90% no ano de 2025, mas aumento de 86,5% em 2026 (CONAB, 2025 e 2026). Assim, a queda das exportações de Café da RGInt de Patos de Minas deve estar relacionada a problemas de oferta. 


Quanto à estimação dos fluxos de água utilizados no processo produtivo (método da pegada hídrica), pode-se dizer que a RGInt de Patos de Minas exportou, no 1ºS de 2026, embutido nos produtos agrícolas vendidos, um total de 2,00 bilhões de m3 de água. Desse total, a maior parte adveio da Soja, que representa 85,02% desse total, seguido do açúcar, com 9,41%, e do café, com 4,53% desse total. 

Os resultados das importações da Região e outras informações relacionadas podem ser encontradas no Boletim completo, disponível aqui!

Boletim divulgado em 04/11/2026.

 


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