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Boletim de Indicadores de Finanças Públicas de Uberlândia 6º Bimestre

por Fabricio Neves Condé
Publicado: 27/02/2026 - 11:40
Última modificação: 27/02/2026 - 11:40

Boletim de Indicadores de Finanças Públicas de Uberlândia – 6º Bimestre de 2025

O Boletim de Indicadores de Finanças Públicas de Uberlândia apresenta uma leitura detalhada da situação fiscal do município no 6º bimestre de 2025, destacando sinais de avanço em algumas frentes e desafios importantes a serem acompanhados de perto. Clique aqui para ver o boletim.

1) Disponibilidade de caixa em nível de alerta

A Prefeitura de Uberlândia encerrou o 6º bimestre com disponibilidade de caixa equivalente a 1,3 mês de despesas, um valor abaixo do nível de conforto e que indica a necessidade de atenção à liquidez municipal.

2) Superávit primário, com tendência de melhora

O município apresenta o primeiro bimestre com despesas inferiores às receitas, o que resultou em um superávit primário de 1,5% das despesas. Os dados de 2025 apontam para uma tendência de equilíbrio das contas públicas, com melhora gradual nas finanças municipais.

3) Dívida em trajetória de redução

Depois de atingir o nível recorde de 29% da Receita Corrente Líquida (RCL) em 2021, a dívida consolidada de Uberlândia vem caindo de forma consistente, alcançando 18,2% da RCL no 3º quadrimestre de 2025. Essa redução sinaliza um processo de ajuste fiscal responsável.

4) Serviço da dívida segue elevado

O aumento do endividamento em 2021 elevou o serviço da dívida (pagamento de juros e amortizações) para 5,54% da RCL, patamar que permanece praticamente estável desde então, com trendência de alta. O controle dessa despesa continua sendo um ponto importante para o equilíbrio das contas municipais.

5) Arrecadação própria em leve retração

Em 2025, observa-se uma tendência de queda na arrecadação própria, que passou a representar 52,4% do total das receitas municipais. Esse movimento reforça a importância de fortalecer a base arrecadatória e melhorar a eficiência na gestão dos tributos locais.

6) Rigidez das despesas permanece baixa

O grau de rigidez das despesas teve um pequeno aumento, mas ainda se mantém em níveis favoráveis (33,4%), o que oferece maior margem de manobra à administração municipal para planejar e ajustar suas despesas conforme as necessidades da cidade.

7) Reversão do critério de despesa com pessoal

Após a mudança de metodologia em 2024 — quando a Prefeitura passou a incluir gastos com pessoal terceirizado nas despesas de pessoal, elevando o indicador de 32% para 48% da RCL —, o critério anterior foi retomado em 2025. Com isso, as despesas de pessoal voltaram a representar cerca de 30,8% da RCL, realinhando o cálculo ao padrão utilizado até 2023.

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