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Boletim de Indicadores de Finanças Públicas de Uberlândia 1º Bimestre de 2026

por Rick
Publicado: 30/04/2026 - 12:12
Última modificação: 04/05/2026 - 14:38

Boletim de Indicadores de Finanças Públicas de Uberlândia – 1º Bimestre de 2026

O Boletim de Indicadores de Finanças Públicas de Uberlândia apresenta uma leitura detalhada da situação fiscal do município no 1º bimestre de 2026, destacando sinais de avanço em algumas frentes e desafios importantes a serem acompanhados de perto. Clique aqui para ver o boletim.

1) Disponibilidade de caixa em nível de alerta

A Prefeitura de Uberlândia encerrou o 1º bimestre com disponibilidade de caixa equivalente a 1,2 mês de despesas, um valor abaixo do nível de conforto e que indica a necessidade de atenção à liquidez municipal.

2) Superávit primário, com tendência de melhora

O município apresenta despesas inferiores às receitas, o que resultou em um superávit primário de 2,9% das despesas. Os dados de 2026 apontam para uma tendência de equilíbrio das contas públicas, com melhora gradual nas finanças municipais.

3) Dívida em trajetória de redução

Depois de atingir o nível recorde de 29% da Receita Corrente Líquida (RCL) em 2021, a dívida consolidada de Uberlândia vem caindo de forma consistente, alcançando 18,2% da RCL no 3º quadrimestre de 2025. Essa redução sinaliza um processo de ajuste fiscal responsável.

4) Serviço da dívida segue elevado

O aumento do endividamento em 2021 elevou o serviço da dívida (pagamento de juros e amortizações) para 5,13% da RCL, patamar que permanece praticamente estável desde então. O controle dessa despesa continua sendo um ponto importante para o equilíbrio das contas municipais.

5) Arrecadação própria em leve alta

Em 2026, observa-se uma leve alta na arrecadação própria, que passou a representar 53,2% do total das receitas municipais. Esse movimento reforça a importância de fortalecer a base arrecadatória e melhorar a eficiência na gestão dos tributos locais.

6) Rigidez das despesas permanece baixa

O grau de rigidez das despesas teve uma pequena diminuição, mas ainda se mantém em níveis favoráveis (32,5%), o que oferece maior margem de manobra à administração municipal para planejar e ajustar suas despesas conforme as necessidades da cidade.

7) Reversão do critério de despesa com pessoal

Após a mudança de metodologia em 2024 — quando a Prefeitura passou a incluir gastos com pessoal terceirizado nas despesas de pessoal, elevando o indicador de 32% para 48% da RCL —, o critério anterior foi retomado em 2025. Com isso, as despesas de pessoal voltaram a representar cerca de 30,8% da RCL, realinhando o cálculo ao padrão utilizado até 2023.

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