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Exportadores da RGInt de Patos de Minas ampliaram vendas externas em 35,84% em 2025
por Henrique
Publicado: 28/04/2026 - 09:05
Última modificação: 28/04/2026 - 09:07
Publicado: 28/04/2026 - 09:05
Última modificação: 28/04/2026 - 09:07
No Boletim de Comércio Exterior da Região Geográfica Intermediária de Patos de Minas (RGInt) de dezembro de 2025, observa-se que os exportadores da Região venderam mercadorias no valor total de US$ 3,65 bilhões no ano, equivalente a 44,51% do PIB regional e 35,84% superior ao registrado em 2024. Em termos de quantidade, foram exportadas 1,4 milhão de toneladas, uma redução de 20,39%. Destaca-se que o valor exportado foi o maior da série histórica, impulsionado pela elevação dos preços (+28,78%).
Dentre os produtos que puxaram a elevação do valor exportado destacam-se Ouro (+59,38%) por Paracatu (+59,38%) e Café (+60,27%) por Patrocínio (+51,54%), Carmo do Paranaíba (+65,78%) e Coromandel (+96,34%). Já as vendas de Soja contribuíram tanto para a redução das quantidades negociadas (-25,30%) quanto para a queda do valor exportado (-30,36%), sendo, principalmente, por Paracatu (-85,73%) e Unaí (-21,03%).
Assim, o aumento do valor vendido pelos exportadores da RGInt de Patos de Minas em conjunto com a redução das quantidades exportadas em kg pode ser explicado por dois fatores. Primeiro, pela elevação dos preços; como no caso do Café, em que o aumento do seu preço foi suficiente para que mesmo com uma redução da quantidade exportada seu valor exportado aumentasse. Assim, os problemas de oferta nas lavouras de café da Região e as melhores condições de produção dos concorrentes externos foram amenizadas pela elevação dos preços daquela mercadoria. Segundo, pelo efeito composição; que está relacionado ao aumento do valor exportado de produtos que tem um maior preço por quilo, como o caso do Ouro (US$ 75.852,00 por Kg), e redução das vendas de mercadorias que tem menor preço em relação ao seu peso – como a Soja (US$ 0,41 por Kg) –, ou, de outra forma, um maior peso por dólar. Soma-se a isso a forte demanda por Ouro nos últimos anos e, consequentemente, a subida do seu preço, frente à elevação da incerteza nos mercados mundiais.
Entre os destinos, o aumento das vendas de Ouro foi para o Canadá (+91,96%) e a Suíça (+28,19%), enquanto, no caso do Café, o aumento foi direcionado a vários países, como Itália, Bélgica e Japão. Já a redução das vendas de Soja está relacionada, principalmente, à China e à Rússia (-24,23% e -95,65%, respectivamente).
Quanto à pegada hídrica, estima-se que a Região exportou, em 2025, o equivalente a 2,06 trilhões de litros de água embutidos nos produtos agrícolas, principalmente café (63,48%) e soja (35,56%).
Os resultados das importações da Região e outras informações relacionadas podem ser encontradas no Boletim completo, disponível aqui!
Boletim divulgado em 28/04/2026.
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